Eis um álbum, onde se vê pela primeira vez, toda a ambição dos Pink Floyd.
Ainda que altamente criticado pela critica jornalistica, e mesmo não sendo um dos álbuns preferidos da banda, foi de facto o primeiro álbum da banda que atingiu o topo do Top em Inglaterra, e um dos álbuns preferidos dos fãs mais ‘doentes’…
O álbum não pode ser ouvido ‘à luz’ do que se passa hoje em dia, senão será posto de parte, por quem só hoje o ouve pela primeira vez. Não nos podemos esquecer que estamos em 1970. Não duvido que se o grupo dispusesse da tecnologia dos estúdios de hoje, o som teria sido glorioso no mínimo.
Os Pink Floyd, sempre um passo
á frente nestas coisas, acharam que seria interessante
acrescentar uma orquestra e um coro á performance. Um sonho
sinfónico de muitos grupos à
época. ![]()
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Criam então uma música de 23 minutos, que na altura ocupava um lado inteiro de um LP em vinil, instrumental, onde se combinou a música dita mais clássica e o rock.
Tendo como ponte de ligação entre os dois estilos, devido ao facto de nenhum dos membros da banda saber ler uma pauta, um compositor, que viria a compor um álbum em conjunto com Roger Waters, chamado Ron Geesin, foi gravado um tema que marca o álbum, e encontrado um formato que viriam a repetir no álbum seguinte. Ou seja, meio álbum com apenas uma música, e não mais de quatro na outra metade.
As três músicas seguintes são de formato mais convencional, mas na última, voltamos ao ‘experimentalismo’. Os Pink Floyd lembram-se de gravar o som normal de um pequeno-almoço e por cima juntam o som de guitarras acústicas que soam a ‘raiar do sol’, pianos com toque de uma alvorada calma e um roadie maluco a falar de ovos, bacon, etc.

Atom Heart Mother pode até ser o álbum mais menosprezado pela crítica e pelo próprio grupo. Um marco de um tempo passado em que as bandas de rock se podiam dar aos excessos ‘clássicos’ e ‘culinários’. Mas ninguém pode negar a sua ousadia e o contributo que deu ao desenvolvimento das técnicas de estúdio.
Ao fim ao cabo, será o primeiro grande passo para a fase de álbuns temáticos que virão em seguida, onde as músicas se interligam fazendo uma obra só com uma temática única, e não um amontoado de canções que se juntam para serem editadas. As passagens entre as músicas passam a incluir sons do quotidiano, enquanto a música se vai encaminhando para a composição seguinte.
Tens agora o álbum na integra para poderes ouvir, ver as letras e, se não souberes falar inglês, ver as letras traduzidas, com a desvantagem que existe em qualquer tradução... mas pelo menos ficas com uma ideia. Basta continuares a percorrer o blogue.
RB







